20 filho

Amor para dois!

A chegada do Segundo filho...

Ter filhos não é só educar e dar amor, ter filhos é muito mais que isso…

Mas comecemos pelo início! Quando fui mãe pela primeira vez tudo era novidade e muito assustador, todos os dias me questionava se o que fazia era o correto, se eu era a melhor mãe para a minha filha, se dava colo a mais, ou a menos, se a devia deixar chorar, ou se não devia ligar a nada do que achava que sabia e devia seguir, apenas, o meu coração! Optei por seguir o meu coração.

Pois bem, a minha filha mais velha já fez 6 aninhos e, no meio de tantas dúvidas, alguma coisa fizemos correta, pois quisemos repetir a experiência e lá fomos nós à segunda filha.

Ainda estava grávida e já andava de volta da “M”, juntamente com o pai, a conversar e a explicar da melhor forma possível que ela ia ter uma mana ou um mano. Aparentemente, tudo correu lindamente, a “M” ficou muito feliz e deveras entusiasmada com a notícia de que iria ter uma mana ou um mano.

Quando a bebé “E” nasceu, e ainda na maternidade, o pai levou a “M” para conhecer a irmã e juro-vos que nunca vi um olhar tão ternurento como naquele dia, foi um amor imediato.

Viemos para casa com a bebé “E” e passamos, pela primeira vez, a primeira noite os quatro. A “E” desde que nasceu demonstrou logo ter uma personalidade um bocadinho difícil, não era uma bebé que só comia e dormia, mas uma bebé que exigia muita atenção por parte da mãe e que adorava passar o tempo todo no colo da mãe.

Passaram-se dias e semanas de parecer que estava tudo bem, até que a mais velha começou a manifestar o seu desagrado por ter uma irmã mais nova. Ora porque as visitas vinham apenas para visitar a bebé e não lhe ligavam nenhuma (nem todos faziam isso, mas na cabecinha dela todos faziam), ora porque traziam prendinhas para a bebé e ninguém se lembrava dela. Mas, o que a andava a aborrecer mesmo, era ter perdido a “total” atenção da mãe, que agora tinha de partilhar e, muito, com a bebé.


Então, começaram os desabafos em voz alta:

“Mamã, tu agora já não brincas comigo!”

“Mamã, tu agora já não me dás o meu banhinho!”.

A pior de todas foi: “Mamã, parece que tu já não gostas de mim! Só sabes tratar da “E” e não queres saber de mim para nada!”

Eu, esgotadíssima de tratar da bebé, de não dormir mais de 2 horas seguidas, fiquei sem reação e a sentir-me a pior mãe do mundo. Então, comecei a pensar se, realmente, tínhamos tomado a decisão certa de ter tido um segundo filho, se a felicidade de ser mãe pela segunda vez compensava a tristeza que a “M” estava a sentir naquele momento e eu nada conseguia fazer para alterar a situação.

Após muitos desabafos com amigas e, também, com aconselhamento de profissionais de saúde, foi possível começar a dar a volta à situação.

Então, pus as mãos à obra e comecei, aos bocadinhos, a dar mais atenção à “M” e a deixar a “E” com o pai naquilo que ele podia fazer. A primeira coisa que fizemos, só as duas, (como nos tempos sem a “E”) foi tomar um duche e, aquele momento foi revigorante, tanto para a “M” como para mim. A partir daí, foram crescendo os bons momentos entre a mãe e a filha mais velha…

A relação começou a fortalecer-se novamente e, agora, sim, somos felizes os quatro. Dá gosto ver o amor que existe entre a “M” e a “E”, a crescer de dia para dia.

Hoje já não vivem uma sem a outra e, no final do dia, é imperioso um banho a duas na banheira à mistura com muita brincadeira, alegria e, principalmente, muito amor e muita cumplicidade.

Mamã

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rardFaina

i am from Italy hello. Can you help me translate? /rardor

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rardFaina

hi :) bross :)

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