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Dorme, dorme, meu bebé!

Sono! Este é, provavelmente, um dos temas que gera mais dúvidas, medos e ansiedade. Quem nunca sofreu por antecipação a pensar como seria a noite que aí vinha, ou duvidou mil vezes durante a gravidez se seria capaz de aguentar as temíveis noites. Infelizmente, elas chegam a todos, mas hoje não vos venho falar de horas de sono, nem de noites mal dormidas. Queria apenas falar-vos sobre o ato de adormecer o bebé. Esta ação que, pode ser tão simples para uns, para muitos outros é uma tarefa dura e árdua, capaz de levar ao desespero o maior dos "santos".

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Gostava de vos dizer que tenho uma receita milagrosa para que os vossos bebés adormeçam num instante, sem choros, nem birras. Mas, infelizmente para vocês e para mim, tal não existe. Ou, pelo menos, não existe uma fórmula secreta que funcione igual para todos os bebés. O que funcionou connosco, provavelmente, não funcionará com outro bebé.

Aqui em casa, a hora de adormecer a pequena era o início de um filme que, por norma, durava umas horas valentes. Como pais de primeira viagem que éramos e cheios de incertezas, tentámos tudo o que devíamos e o que não devíamos também. Tentamos adormecer com a mama, na bola de pilates, embalar no colo, dar a chupeta, deixar sozinha na cama..., mas nada resultava. Eram horas de choro inconsolável e desesperante. Tentámos a técnica dos 5 S, white noise, redução de estímulos antes de ir para a cama e tudo mais o que nos diziam ter resultado com alguém, e parecia que cada vez era pior. O drama da noite repetia-se de dia, era uma luta constante contra o sono. Vezes e vezes sem conta, ela já de olhos fechados, acordava de repente e sem motivo, e desatava a chorar de novo. Duas, três, quatro ou mais tentativas de pousá-la no berço e, todas as vezes, ela acordava e tínhamos de começar tudo de novo. Quando, finalmente, ela adormecia, o sono durava apenas quinze, vinte minutos, menos tempo do que tínhamos demorado a adormecê-la.

Com o tempo e muita persistência, a técnica de adormecer na mama ou embalada no colo funcionou. O que nós não prevíamos era que, em muito pouco tempo, ela ia crescer e estar com ela ao colo horas a fio tornar-se-ia impossível. A pequena cá de casa sempre foi uma bebé grande e pesada e o colo deixou de ser opção. A estratégia tinha que mudar de novo e exigia toda uma nova fase de adaptação. Semanas depois e, alguns berreiros, arranhadelas e beliscões (já ultrapassados), a nossa "pestinha" adormece, agora, deitada no nosso colo quando estamos sentados no sofá ou na cadeira.

Como se já não bastasse todo este processo dramático/cómico que acabei de descrever, temos o problema da hora a que adormece. Raro é o dia em que a pequena está a dormir antes das 23h30. E acreditem, mais uma vez, tentamos TUDO!!! A pilha dela parece não acabar, e forçá-la a dormir mais cedo, irrita-a ainda mais e prejudica todo o resto do processo. Conclusão, ela adormece à hora que quer e quando tem sono, seja isso a que hora for. Esta batalha, ela venceu: bebé 1 - pais 0.

Lembram-se daquelas mães que vos dizem que deitam os filhos às 21h e eles adormecem sozinhos na cama deles? Vocês ficam a olhar de canto e pensam "onde foi que eu errei?". Esqueçam!!! Essas criaturas sortudas descrevem miragens que, dificilmente, estarão ao vosso alcance. O comum dos mortais demora horas a adormecer o seu bebé e tenta todas as técnicas e mais algumas, até ficar sem força nos braços e “morrer” de dor de costas. O que posso eu dizer-vos como forma de consolo? O mesmo que me disseram a mim... vai passar!!! E é verdade, à medida que vão crescendo, vamos criando rotinas e aperfeiçoando aquele jeitinho que só nós sabemos para eles adormecerem e, tudo fica mais fácil.

Não se sintam mal se nunca conseguiram que o vosso bebé adormecesse sozinho, ou se ele ainda precisa do vosso miminho para adormecer. Os bebés são todos diferentes e cada um tem o seu jeito e o seu ritmo. Mamãs e papás, ânimo e paciência: o vosso/nosso dia vai chegar!

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