Um na barrig

Nova gravidez: um no colo, outro na barriga, ambos no coração.

Ser a primeira do grupo a engravidar novamente não constituí nenhum estatuto, confesso apenas que é um “cargo de mimo”... Mas nem sempre foi assim. Quando descobri que estava grávida, após anos a tentar engravidar do primeiro bebé e uma gravidez após técnicas de reprodução, o meu filho tinha completado um ano. Ainda hoje não sei a razão pela qual fiz o teste; ainda amamentava e ainda não existiam ciclos regulares, pensei sempre que teria muita dificuldade em engravidar novamente, apesar de ser um desejo comum.

Decidi fazer o teste de gravidez sozinha em casa, em segredo e à noite. Não tinha nenhum sintoma, no entanto sentia-me diferente, sabia que algo em mim não era o mesmo, algo feliz mas inexplicável. Quando vi o positivo achei que estava a sonhar: “mas por que razão eu me lembrei de fazer isto?!” De repente senti-me inundada de um sentimento de medo, na verdade estava aterrorizada: “Mas como é que eu fui capaz de fazer isto ao meu filho?!”, foi o meu primeiro pensamento. “Ele ainda é tão pequenino, ainda precisa tanto de mim... Não estarei eu a ser uma egoísta do pior?!” Por outro lado: “serei capaz de amar alguém como o amo a ele...?!”. Sei que este último pensamento choca muita gente, mas será que não passa pela cabeça de todas as mães que engravidam ainda com um bebé de colo tão pequeno...?!

Tentava afastar de mim esses pensamentos. Do quanto o facto de eu e o pai trabalharmos por turnos ser limitativo na educação de uma criança e na exigente tarefa dos primeiros anos. Tentei lembrar-me, várias vezes, de quando a minha irmã me contava que sentiu isso na segunda gravidez e no quanto a critiquei; afinal como poderia lhe ter passado isso pela cabeça com um bebé tão fofo e querido?! Tentei lembrar-me do quanto defendo que a família está sempre em primeiro lugar, do quanto batia o pé quando me diziam que os irmãos não eram assim tão importantes e o meu argumento era baseado em: “a melhor coisa que posso dar ao meu filho, é um irmão para toda a vida, para quando eu não estiver cá...”


O tempo passou e a barriga foi crescendo. Hoje sinto uma felicidade e plenitude imensa. Agora já mexe cá dentro e o mano faz festinhas na barriga, mesmo sem perceber o acto. A primeira vez que a vi, rezei baixinho... Nem sei exactamente qual a oração, mas sei que pedi força para a amar, para ser a melhor mãe que ela e o irmão merecem. Pedi que, em todos os dias em que sei que será difícil, que a rotina se queira apoderar de mim, os sorrisos deles me façam continuar, me encham de força para ser mais e melhor.

E se Deus me concedeu este milagre, quem sou eu para questionar o milagre da vida?! Tenho em mim três corações a bater, para sempre...

Sinceramente emocionada,


S
Sweetheart

Senti exatamente isso na minha 2@ gravidez ...mas depressa percebi que o amor tem realmente algo de fantástico, pois este quando dividido...só aumenta! Adoro!! Beijinhos ! Bem hajam!!

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