Bebe4

Parto.. O temível!

Desde cedo soubemos que a nossa princesa ía ser um bebé grande e desde cedo eu tomei uma decisão...eu queria um parto normal! Estava perfeitamente consciente de todos os riscos e nunca ponderei que fosse de outra forma ( a não ser que existisse uma indicação médica contrária). A nossa pipoca nasceu com 40 semanas completas, de parto normal, gordinha e grande como previsto e linda de morrer.

No dia em que completava as 40 semanas de gravidez a minha bolsa de águas rebentou, sem sinais prévios, sem contrações e sem dores. Tranquilamente, cerca de 2h30 depois encaminhamo-nos para o hospital e foi aí, ainda no carro, que as contrações começaram e tudo se tornou real. Até aí continuava tudo igual, e não parecia estar nada a acontecer a não ser ter um rio ( literalmente um riooooo) de líquido a sair de dentro de mim.


A primeira contração chegou e eu lembro-me de pensar “ Ok, dói mas dá para aguentar. A próxima ainda vai demorar”. Mas não demorou, e 5 minutos depois veio a segunda, mais forte e mais longa. Passados 2 minutos, mais uma. E depois de minuto a minuto. A triagem e o caminho até à obstetrícia pareciam nunca mais terminar. E o CTG, pareceu demorar uma eternidade!... Finalmente, já na sala de partos e com contrações sempre seguidas veio o anjo de salvação...o Anestesista. Uma epidural e eu estava como nova. Sentia algumas dores mas nada que incomodasse.

O que incomodava realmente?!...os tremores. Tive imensos e durante todo tempo até a pequena nascer. Enjoos e vómitos?...tive, antes da epidural. Cansaço?...muito! Tempo de espera?...pareceu uma vida, mas foram só umas horitas. Segundo os enfermeiros o meu parto tinha tudo para ser relâmpago e em 1h30 eu passei de 2 para 9 dedos de dilatação. Depois foi esperar que a pipoca encaixasse bem e 3 puxões depois ela estava cá fora.

Mas sabem, um parto é suposto ser duro, doloroso, dilacerante. Ninguém pense o contrário! Vai doer, mas vai passar. A dor é temporária e o que se segue é maravilhoso e incrível. É a única dor da nossa vida que no final nos traz um presente. Nada, nem ninguém no mundo consegue descrever bem o suficiente as emoções que se sentem no momento em que vemos aquele ser perfeito pela primeira vez.

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